Falta-me a inspiração dos teus ombros sobre o meu corpo, a segurança do cheiro da tua pele, a tua cara deitada na almofada ao meu lado, tranquilo e belo. Falta-me o teu tempo e a tua respiração. Falta-me a tua mão na minha, quando ando na rua. E o teu olhar a envolver-me como um manto e o teu coração a bater ao mesmo tempo que o meu.

Fazes-me falta, meu amor. E a falta que me fazes não se resgata nas palavras, nas esperas. Nunca saberei conjugar o verbo aceitar pois é o que mais teimo que esse aceitar seja ter que aceitar a tua ausência.


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